segunda-feira, 9 de maio de 2016

sábado, 24 de julho de 2010

Departamento de Infânicia e Juventude - DIJ

Diretora do Departamento da Infância e Juventude 2016 - Fernanda Petersen

Dever Espírita

Com muita propriedade, afirmou Allan Kardec que os Espíritos elevados se ligam de preferência aos que procuram instruir-se.

E quem busca instruir-se, escolhe o caminho do esforço máximo.

Todo educandário é instituto de disciplina.

Entretanto, aqui e ali, aparecem alunos viciados em recreio e preguiça, suborno e cola.

Estes, contudo, podem obter as mais brilhantes situações, no jogo das aparências, mas nunca o respeito e a confiança dos professores dignos do título que conquistaram.

Na Doutrina Espírita, escola maternal de nossas almas, há mais de um século surgem aprendizes de todas as condições.

Aos que pediam fenômenos para alicerçar a convicção, foi concedida pelos instrutores da Humanidade a mais alta cópia de francas demonstrações da sobrevivência.

As pesquisas rigorosamente científicas de William Crookes e as respostas positivas do Plano Espiritual valeram por insofismável testemunho da verdade, a beneficio de todo o orbe, e, porque os discípulos da Nova Revelação se espalhassem por toda parte, as experiências foram examinadas e são, até hoje, reexaminadas, sob variada nomenclatura, em todas as direções.

Os tarefeiros do ensinamento espírita, por isso, não podem esquecer a obrigação de preservá-lo a cavaleiro de todas as investidas dos alunos ociosos, que nada procuram senão divertir e polemizar.

Vê-los-emos, em todos os lugares, sempre dispostos a pentear as ocorrências e expor de público as caspas recolhidas, para o espetáculo das discussões sem proveito.

*

Resguardemos a mensagem edificante do Espiritismo contra aqueles que tomam o fruto da lição, perdendo tempo em repetidas e inúteis perquirições sobre a casca, com deliberado abandono da substância.

Há dois milênios se agita a opinião da Terra em torno do Cristo, organizando-se, em nome dele, guerras e conchavos, disputas e controvérsias, dietas e conselhos, interpretações e perseguições, mas o que permanece firme, através do tempo, é a palavra do Evangelho.

Armem-se os caçadores de fenômenos como desejem, e detenham, como puderem, os elementos que a vida endereça à necessária renovação. Todo fenômeno edifica, se recebido para enriquecer o campo da essência.

Quanto a nós, porém, estejamos fiéis à instrução, desmaterializando o espírito, quanto possível, para que o Espírito se conheça e se disponha a brilhar.


EMMANUEL, que foi o mentor espiritual de Francisco Cândido Xavier e coordenador da obra mediúnica do saudoso médium mineiro, é autor, entre outros, do livro Seara dos Médiuns, do qual foi extraído o texto acima.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Evangelho no Lar e no Coração

FEB - Federação Espírita Brasileira


Finalidade e Importância

1. Estudar o Evangelho de Jesus possibilita compreender os ensinamentos cristãos, cuja prática nos conduz ao aprimoramento moral.

2. Criar em todos os lares o hábito de se reunir em família, para despertar e acentuar nos familiares o sentimento de fraternidade.

3. Pelo momento de paz que o Evangelho proporciona ao Lar, pela união das criaturas, propiciando a cada um uma vivência tranqüila e equilibrada.

4. Higienizar o Lar por pensamentos e sentimentos ele va dos e favorecer a influência dos Mensageiros do Bem.

5. Facilitar no Lar e fora dele o amparo necessário diante das dificuldades materiais e espirituais, mantendo operantes os princípios da vigilância e da oração.

6. Elevar o padrão vibratório dos componentes do Lar e contribuir com o Plano Espiritual na obtenção de um mundo melhor.

7. Tornar o Evangelho conhecido, compreendido, sentido e exemplificado em todos os ambientes.


Significado

“Quando o ensinamento do Mestre vibra entre quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.”

Psicografia de Francisco C. Xavier, Luz no lar, Autores diversos, 85. ed.
Rio de Janeiro: FEB, 1997. Cap. 1, p. 11 e 12.


Como fazer

Escolha, na semana, um dia e horário em que a família possa se reunir durante mais ou menos trinta minutos. Crianças também podem fazer parte da reunião. Pode ocorrer a presença de visitantes ocasionais e, neste caso, podem ser convidados a participar; caso não sejam espíritas, devem ser esclarecidos sobre a finalidade da reunião. Há inclusive a possibilidade da reunião ser realizada por uma só pessoa – o roteiro a ser seguido é o mesmo.


Roteiro

1. Início da reunião – prece simples e espontânea.

2. Leitura de O Evangelho Segundo o Espiristismo – começar desde o prefácio, lendo um item ou dois sempre em seqüência.

3. Comentários sobre o texto lido – devem ser breves e contando com a participação dos presentes, evidenciando o ensino moral aplicado às situações do dia-a-dia.

4. Vibrações – Pela fraternidade, paz e equilíbrio de toda a Humanidade, porto dos os governantes e por aqueles que têm sob a sua responsabilidade crianças, jovens, adultos e idosos; pela implantação e vivência do Evangelho em todos os la res; pe lo próprio lar dos par ticipantes, mentalizando paz, har mo nia e saúde para o corpo e para o es pírito.

5. Pedidos – Pode-se pedir pelos parentes, amigos, por pessoas que não participem do círculo de amizades e por toda Humanidade.

6. Prece de encerramento – Simples, sincera e espontânea, agradecendo a Deus, a Jesus e aos Bons Espíritos.

OBS.: A prática do Evangelho no Lar não deve ser transformada em reunião mediúnica.
Toda intuição e inspiração, que possam ocorrer, devem ficar no campo dos comentários gerais, no momento oportuno.


No recinto doméstico

Bondade no campo doméstico é a caridade começando.
Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.
Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.
Aprenda a servir-se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.
Colabore na solução do problema que surja, sem alterar-se na queixa.
A sós ou em grupo, tome sua refeição sem alarme.
Converse edificando a harmonia.
É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.
Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão-somente uma palavra calmante para ser resolvido?
Abstenha-se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes.
Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.
Procure algum detalhe caseiro para louvar o tra balho e o carinho que lhe compartilham a existência.
Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.
Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a tranqüilidade dos outros.

André Luiz
Psicografia de Francisco C. Xavier, Sinal Verde, CEC.


Evangelho no Lar

Trabalhemos pela implantação do Evangelho no Lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades.
A seara depende da sementeira.
Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara, se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço, a colheita será sempre desengano e necessidade, acentuando o desânimo e a inquietação.
É importante nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico.
Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência ter restre nos pode oferecer.
Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre, entre os adornos da edificação de pedra e cal, onde as almas se reúnem sob os laços da comunidade ou da atração afetiva.
É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida, adaptando-se-lhe o sentimento à beleza excelsa.
Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas do lar, teremos a existência transformada na direção do Infinito Bem.
O Céu, naturalmente, não nos reclama a sublimação de um dia para outro nem exige de nós, de imediato, as atitudes espetaculares dos heróis.
O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante. Quem recebe na inteligência a gotade luz da Revelação Cristã, cada dia ou cada semana transforma-se no entendimento e na ação, de maneira imperceptível.
Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões, e delas desaparecem os pruridos da irritação inútil que lhe situa o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido.
Enquanto isso ocorre, as criaturas despertam para a edificação espiritual com o serviço por norma constante de fé e caridade, nas devoluções a que se afeiçoam, de vez que compreendem, por fim, no Senhor, não apenas o Amigo Sublime que ampara e eleva, mas também o orientador que corrige e educa para a felicidade real e para o bem verdadeiro.
Auxiliemos a plantação do Cristianismo no santuário familiar, à luz da Doutrina Espírita, se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã.
Em verdade, no campo vasto do mundo as estradas se bifurcam, mas é no lar que começam os fios dos destinos e nós sabemos que o homem na essência é o legislador da própria existência e o dispensador da paz ou da desesperação, da alegria ou da dor a si mesmo.
Apoiar semelhante realização, estendendo-se nos círculos das nossas amizades, oferecendo-lhe o nosso concurso ativo, na obra de regeneração dos espíritos na época atormentada que atravessamos, é obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino, que começou o seu apostolado na Terra, não somente entre os doutores de Jerusalém, mas também nos júbilos
caseiros da festa de Caná, quando, simbolicamente, transformou a água em vinho na consagração
da paz familiar.
Que a Providência Divina nos fortaleça para prosseguirmos na tarefa de reconstrução do lar sobre os alicerces do Cristo, nosso Mestre e Senhor, dentro da qual cumpre-nos colaborar com as nossas melhores forças.

Bezerra de Menezes
Psicografia de Francisco C. Xavier, Temas da Vida, CEU.


Jesus Contigo

Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa.
Prepara a mesa, coloca água pura, abre o Evangelho, distende a mensagem da fé, enlaça a família e ora.
Jesus virá em visita.
Quando o Lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu. Quando a família ora, Jesus se demora em casa. Quando os corações se unem nos liames da Fé, o equilíbrio oferta bençãos de consolo e a saúde derrama vinho de paz para todos.
Jesus no Lar é vida para o Lar.
Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem variável. Distende, da tua casa cristã, a luz do Evangelho para o mundo atormentado.
Quando uma família ora em casa, reunida nas blandícias do Evangelho, toda a rua recebe o benefício com a comunhão com o Alto.
Se alguém, num edifício de apartamentos, alça aos Céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada, acesa na ventania.
Não te afastes da linha direcional do Evangelho entre os teus familiares. Continua orando fiel, estudando com os teus filhos e com aqueles a quem amas as Diretrizes do Mestre e, quanto possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem da Boa Nova e examina as dificuldades que te perturbam ante a inspiração consoladora do Cristo.
Não demandes a rua, nessa noite, senão para os inveitáveis deveres que não possas adiar.
Demora-te no Lar para que o Divino Hóspede, aí também, se possa demorar.
E, quando as luzes se apagarem à hora do repouso, ora mais uma vez, comungando com Ele, como Ele procura fazer, a fim de que, ligado a ti, possas, em casa, uma vez por semana, em sete noites, ter Jesus contigo.

Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo P. Franco, S.O.S. Família, LEAL.

Desafios da Vida

Encare a enfermidade como sendo fenômeno natural.
Toda máquina sofre o inevitável processo de desgaste, e o corpo humano não foge a esse impositivo.

Enfrente as situações difíceis com serenidade.
O problema-desafio merece maior soma de raciocínio para ser solucionado.

Reserve-se a atitude nobre, nos múltiplos empreendimentos da vida.
Atuar com altruísmo nos momenos comuns é trivial entre todas as criaturas.

Permita-se a ensancha de elevação, não recusando as tarefas difíceis.
O homem que almeja lograr as estrelas, educa-se para conquista das cumeadas.

Valorize o esforço dos outros, sem excogitar que eles poderiam fazer a mais e deixam de realizar.
O crítimo costumaz possui visão defeituosa.

Mantenha o clima de otimismo por onde você transita.
Há muito desencanto que pode ser modificado, mediante a simpatia de alguém.

Promova a palavra edificante, favorecendo a conversação com temas salutares.
O verbo que levanta os ideais, quando desprezado, fomenta a mágoa e o crime.

Descubra no seu serviço a emulação para executá-lo com prazer.
O tempo passa de qualquer forma, sempre melhor quando vivido com alegria.

Proponha-se a não combater ninguém.
O mal é a meta que lhe cumpre vencer e os que lhe tombam nas malhas são oportunidades para exercitar o bem.

Cumpra com seus deveres disciplinadamente.
Faça mais: adicione aos compromissos normais o abençoado ministério da caridade, sendo para seu irmão o que dele você gostaria de receber.

A vida a todos solicita vitórias.
Somente aqueles que se conscientizam das próprias responsabilidades e se resolvem por atendê-las, atingem o êxito da paz com superação de si mesmos.

Marco Prisco

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quem somos

A União Distrital Espírita Tristeza (UDE TRISTEZA) congrega as instituições espíritas da zona sul de Porto Alegre.

Atual diretoria da UDE Tristeza (biênio 2017-2018):

Presidente: Paulo Lourenço Machado
Vice-presidente: Iraci de Oliveira
Secretária: Maria da Graça Testa da Rosa
Departamento de Comunicação Social Espírita (DECOM): Janete de Azambuja Correa
Departamento Doutrinário (DEDO): Berenice Santos
Departamento da Infância e Juventude (DIJ): Fernanda Pedersen de Oliveira
Departamento de Assistência e Promoção Social Espírita (DAPSE): Elaine Abrahão


Entre no link de cada instituição e conheça um pouco mais sobre elas, assim, escolha uma para ser a sua casa espírita.

Maiores informações, entre em contato conosco através do e-mail: presidencia.udetristeza.portoalegre@fergs.org.br

Por que viver em família é tão importante?

Por Elocy Mello


Atualmente as famílias vêm mudando sua configuração com maior rapidez.

Se nos reportarmos para o passado mais longínquo percebemos que essas mudanças, embora venham ocorrendo sistematicamente, obedecem a um ritmo constante. Entretanto, da metade do século passado até hoje, nota-se um aceleramento dessas mudanças e hoje a família, se comparada com suas formações iniciais, estão completamente diferentes.

Algumas pessoas fazem uma previsão empírica afirmando que o instituto familiar caminha para a extinção. E não são poucos os que assim pensam. No entanto, a uma observação mais atenta, a família se mostra cada vez mais necessária e preservada. Muitos estudos psicanalíticos, psicológicos, antropológicos, etc. atestam a sua importância no desenvolvimento do indivíduo que só se constitui como sujeito baseado numa família, tenha ela a configuração que tiver.

Do ponto de vista Espírita, não se pode nem discutir essa questão, porque sabemos da importância dos agrupamentos familiares para o burilamento do Espírito e do caráter do ser humano. Sem a família seríamos barcos sem leme e sem vento, ou seja, estaríamos à deriva. Acreditando na Justiça Divina e na infinita Misericórdia de Deus, sabemos que a instituição do grupo familiar é que nos sustenta e nos dá amparo nas lutas diárias, rumo à perfeição.

Assim, é que insistimos no trabalho do Departamento de Assuntos de Família, nas Casas Espíritas mais especificamente, e nas UDES, que dão sustentação ao trabalho dos Centros.

Na UDE Tristeza procuramos envolver as Casas congregadas para a conscientização de criar e manter atuante esse departamento em suas organizações, pois é através dele que poderemos dar apoio, acolhimento e orientação às famílias, para que possam cumprir seu mais importante papel, que é o de orientar e educar Espíritos necessitados de ajuda.

Esperamos que todos possam comungar conosco o mesmo ideal Espírita.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Os dias graves do Senhor


Estes são os dias, os dias graves do Senhor!


É necessário que as criaturas humanas abramo-nos ao Evangelho Restaurado e nos permitamos ser instrumentos do Condutor de Vidas, para que possamos aplainar os caminhos que a Sua Misericórdia vem percorrer.


Espíritas!


Assumistes um compromisso antes do berço. Firmastes no Além um documento de responsabilidade para proclamar o Reino de Deus na Terra no momento das grandes aflições.


Pedistes o testemunho e o sofrimento para respaldarem a qualidade da vossa tarefa.


Não recalcitreis, pois, ante o espinho do testemunho.


Permanecei solidários para que não experimenteis solidão.


Cantai um hino de louvor e de bem-aventuranças, para que as vossas não sejam as lágrimas do remorso, ao contrário, sejam as da gratidão.


Não postergueis o momento da renovação interior.


Se colheis, por enquanto, os cardos e se sorveis a taça da amargura que preparastes antes, semeai paz, alegria e amor para a colheita do futuro.


O Espiritismo é Jesus voltando de braços abertos e trazendo no Seu séquito os corações afetuosos que vos anteciparam na viagem de volta ao Grande Lar, e que, numa canção de júbilo, agradecem a Deus a honra de participarem da Era Nova do Espírito imortal.


Tornai-vos sábios na simplicidade, na cordura, na gentileza e ricos na compaixão.


O amor cobre a multidão dos pecados e a compaixão coroa o amor de ternura.


Começando por agora, aqui, o trabalho de lapidação do caráter para melhor, conseguireis, como estamos tentando conseguir, a palma da vitória.


Nada que vos atemorize. Que mal podem fazer aqueles que caluniam, que mentem, que perseguem, se tudo quanto fizerem perde o seu sentido no túmulo?


Jornaleiros da imortalidade, avançai cantando Jesus para os ouvidos mocos do mundo, e apresentando-O para os que se ocultaram nas furnas da loucura, das sensações e do despautério.


Hoje é o momento sublime de construir e, em breve, o momento de ser feliz.



Muita paz, meus filhos, com todo carinho, o servidor humílimo e paternal de sempre,



Bezerra



(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da conferência pública, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 26 de agosto de 2010.)


CRE1 - RS

CONSELHO REGIONAL ESPÍRITA

A Federação Espírita do Rio Grande do Sul - FERGS - divide o estado em 14 regiões federativas, são os Conselhos Regionais.

A primeira região é a capital dos gaúchos - Porto Algre.

Os Conselheiros Regionais Espíritas são formados por uniões municipais ou distritais, conhecidos pela sigla UME e UDE respectivamente.

A primeira região é dividida em sete Uniões Distritais Espíritas que cobrem todos os bairros de Porto Alegre. As sociedades espíritas de nossa capital estão diretamente ligadas as UDEs.


OBJETIVOS (do estatuto da FERGS)
• Unificação e dinamização doutrinária e administrativa.
• Órgão de coordenação, orientação e supervisão.
• Responsável pela difusão doutrinária em sua área de ação.





SITE
http://www.cre1.com.br/

Descubra o que é normose

Posted by Estudando Kardec


Apreciações sobre a normose


No campo dos estudos orientados pelo paradigma holista – que procura compreender ao mesmo tempo o todo e as partes da realidade – nas últimas décadas, um conceito sobre o caráter patológico da adesão cega de indivíduos a uma concepção hegemônica de normalidade, causadora de sofrimento, passou a ser elaborado por alguns pensadores de forma sincrônica1 (simultaneamente ou não, sem nexo causal comum), trata-se do termo normose.

A normose pode ser compreendida como uma gama de normas, conceitos, valores, esteriótipos, hábitos de pensar ou de agir, aprovados consensualmente por um grupo social, provocando sofrimento, doença ou morte. “Em outras palavras é algo patogênico e letal, executado sem que seus autores e seus atores tenham consciência de sua natureza patológica.”2

A característica marcante da normose é a reprodução comportamental de normas sociais e valores negativos de modo automático e inconsciente. O normótico ignora essa enfermidade moral e crê piamente que quem não se enquadra no conjunto da coletividade nos padrões pré-estabelecidos, mesmo que sejam absurdos, é anormal e infeliz.

Entretanto, o normótico vive de modo inautêntico. Seu jeito de ser e estar no mundo e com os outros é escravizado pelo que reza o grupo que pertence ou por aquilo que a mídia apregoa, permitindo-se ser docilmente norteado pela lógica do consumismo e pela ilusão do fundamentalismo materialista ou espiritualista ofertado.

A pessoa normótica não tem pensamento, opinião e gosto próprio, segue o “rebanho”, faz como todo mundo faz ou ao menos tenta. Quando não consegue ser igualzinha aos outros se frustra e passa a viver ansiosa em suas tentativas de ser apenas mais uma engrenagem ajustada ao mecanismo da sociedade, entregando-se a uma vida pouco reflexiva e nada criativa.

O problema não é procurar seguir num pensamento e conduta reta, mas, sim, em ser sal insípido, conforme nos alertava Jesus, deixando de fazer a diferença quando o propósito mais amplo da existência é multiplicar os talentos que somos portadores, superando as emoções que causam do sofrimento, numa conviviabilidade pautada no bem.

A normose é uma normalidade doentia e se diferencia da normalidade saudável porque ela impede o sujeito de ser mais, é um interdito externo assumido internamente.

Podemos aproximá-la do conceito de auto-obsessão segundo a escritora espírita Suely Schubert3 onde, no comportamento normótico, o indivíduo é obsessor de si mesmo, impondo-se uma idéia fixa, um comportamento cristalizado, optando por viver num círculo vicioso que é necrófilo em suas conseqüências.

Manifestada de maneira geral ou em suas versões específicas, estudadas por especialistas no tema, a normose provoca a atitude invejosa, a baixa auto-estima, a ansiedade e outros tantos transtornos psicológicos.

A principal ferramenta profilática que temos é o conhecimento de si mesmo que leva à lucidez mental e ao refinamento do livre-arbítrio, de tal forma que o sujeito que se conhece pode ter um olhar mais acurado das possibilidades criativas de que é portador.

No campo da crença cabe o cultivo da liberdade de pensar que significa na definição kardeciana “livre exame, liberdade de consciência, fé raciocinada. Simboliza a emancipação intelectual, a independência moral, complemento da independência física.”4 O hábito de pensar livremente edifica a autonomia espiritual do indivíduo.

Nesse sentido, aquele que pensa livremente não se permite escravizar pelo pensamento alheio, pois, assume uma posição crítica, uma atitude filosófica no seu cotidiano e previne-se contra o automatismo nas ações.

Aliás, essa parece ser a questão central de nossa busca espiritual: assumir-se instituindo um significado maior ao que fazemos todos os dias, nas diversas áreas em que produzimos a nossa existência.

Somos seres transcendentes com sede de espiritualidade, não de uma espiritualidade rasa, presa a ritos e dogmas ininteligíveis (normose religiosa), mas de um nível mais profundo em que, como lembra o filósofo Mário Cortella5, passamos ver as coisas não como um fim em si mesmas, mas, com razões para além do plano imediato.


ESTUDANDO KARDEC

“Diante da infinidade e grandeza da vida de Além-Túmulo, a vida terrena some-se, como um segundo na contagem dos séculos, como o grão de areia ao lado de uma montanha. Tudo se torna pequeno, mesquinho, e ficamos pasmos de haver dado importância a coisas tão efêmeras e pueris. Daí, no meio dos acontecimentos da vida, uma calma, uma tranqüilidade que já constituem uma felicidade, comparadas às desordens e tormentos a que nos sujeitamos, com o fito de nos elevarmos acima dos outros; daí, também, para as vicissitudes e decepções, uma indiferença que, tirando todo motivo de desespero, afasta numerosos casos de loucura e desvia forçosamente o pensamento do suicídio.”6


1. NOVAES, Adenauer. Mito Pessoal e Destino Humano. Salvador: Fundação Lar Harmonia, 2005, p. 69.

2. WEIL, Pierre. Normose: a patologia da normalidade. Pierre Weill, Jean-Yves Leloup, Roberto Crema. Campinas, SP: Verus Editora, 2003, p. 22.

3. SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão/desobsessão: profilaxia e terapêutica espíritas. 16a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004.

4. Revista Espírita, fevereiro de 1867 - Livre-Pensamento e Livre-Consciência.

5. CORTELLA, Mário Sérgio. Qual é a tua obra?: inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética.3.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008, p. 13.

6. O que é o Espiritismo, Cap. II, item 100.

Ser espírita











Diálogo filosófico

A grande experiência, que a tarefa espírita nos enseja, é a da conquista sobre si mesmo.
É necessário compreender-mos que o amor não é uma metáfora religiosa, mas uma proposta de vida em plenitude que devemos, pelo esforço, vivenciar em nossas famílias e nas instituições espíritas.
Noto, salvo, engano, que nas sociedades espíritas, de forma geral, ainda afraternidade é muito acanhada e o amor um discurso.
A lição que tenho buscado aprender é que precisamos amar, nos conhecendo melhor.
Uma vez que somente posso mudar o que vejo em mim.

Jerri Almeida (dialogo filosófico)

Prece de Gratidão

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